Temos uma imensidão de ofertas no privado que implicam o pagamento de cerca de 1000€ e uma oferta no público que é gratuita. Analisadas as vantagens e desvantagens lá nos decidimos pelo banco público, isto porque sentir-me-ia muito mal se um dia as tuas células fossem necessárias para alguém que não poderia tê-las só porque estão trancadas a sete chaves num banco privado.
Bem sei que o facto de as doar para o banco público implica que se um dia vieres a necessitar delas (Deus queira que não) poderão não estar disponíveis, pois o dador perde todos os direitos sobre a amostra.
Chateia-me profundamente as campanhas de marketing usadas pelas empresas privadas, usam o que nós temos de mais sensível- os nossos filhos e o facto de pensarmos que por eles faremos tudo! A verdade é que as células do cordão umbilical têm uma aplicação muito reduzida, por exemplo no caso das leucemias (bem como outras doenças) estas células não poderiam ser usadas no próprio dador, pois o material genético contém já esta informação.
A aplicação mais viável seria no caso de um irmão vir a necessitar e ser compatível, mas neste caso nem seriam necessárias as células do cordão umbilical, pois a pessoa está presente e pode fazer essa doação pessoalmente.
Assim, reunidos os pros e contras é preferível contruir um banco público cada vez maior, pois aumenta as probabilidades de salvar vidas no mundo inteiro.
Não critico quem opta pelo privado, pois o dinheirinho para o efeito já estava guardado há algum tempo, mas nunca deixei de pensar que os senhores do privado aproveitam para enriquecer às nossas custas e com uma hipótese que não passa disso mesmo.
O papá e a mamã optaram antes por fazer o bem comum!


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