Dia 25 de Agosto
Fomos à primeira consulta no Hospital São Francisco Xavier às 8:30h. Esperamos, esperamos e, ao contrario do que é habitual, fomos atendidas primeiro pelo médico.
Quando passamos à enfermeira a coisa mudou em segundos assim que mediram a minha tensão arterial, na altura com 15/9. Colocou-se a pergunta mais lógica, "É hipertensa?" "Teve a tensão alta durante a gravidez?". Lá respondi que não, que estes valores tinha-os detectado nos 2 últimos dias, apesar de já andar a vigiar a tensão há 2 semanas a pedido da GO que me acompanhava.
Enquanto fazia um xixi para a análise a enfermeira falou com o médico e voltou a dizer que me ia mandar directa para a urgência pois parecia-lhe uma pré-eclampsia (ver post seguinte "Pré-eclampsia") e até poderia ser necessário provocar o parto. Tantas vezes ela referiu "provocar parto" que comecei a interiorizar a coisa e ficar mais alarmada.
Lá fomos para a urgência onde rapidamente me atenderam, fizeram análises, ctg e toque. Já havia registo de algumas contracções (apesar de não ter dores) apesar de estar tudo muito atrasado. Assim que me fizeram o toque começaram as verdadeiras dores das contracções, contudo voltei para casa medicada na espectativa da tensão baixar.
Almoçei, dormi um pouco durante a tarde pois as contracções abradaram um pouco e por volta das 17h fui à farmácia comprar o medicamento e passei no supermercado para comprar leite. Assim que cheguei a casa tomei o primeiro comprimido e só tive tempo de correr para a casa de banho pois comecei a sentir um liquido pelas pernas abaixo. Surpresa das surpresas era sangue vivo ao contrário da minha suspeita mais lógica que seria a bolsa a estoirar.
Liguei ao papá que estava com os primos e pedi para ele vir imediatamente para casa pois estava a sangrar e tinha que voltar o mais rápido que pudesse para o hospital.
Entrei por volta das 18:15h e ninguém sabia o motivo daquele sangue. Examinaram e não havia sinais de descolamento da placenta, fizeram uma eco e nada de perdas de líquido. Fiquei internada e não mais me deixaram levantar.
Levaram-me para a sala de partos onde permaneci durante umas boas horas à espera que entrasse em trabalho de parto, pois as contracções estavam cada vez mais evidentes.
Por volta das 20h já tinha umas dores consideráveis que foram aumentando com o passar das horas. Nada de comer, nem de levantar. Sempre deitadinha e ligada ao ctg.
As horas pareciam não querer passar até que veio uma vontade gigantesca de fazer xixi. Bem tentei fazer para aquela maldita arrastadeira, mas deitada era praticamente impossível. Tentei a torneirinha aberta, compressas molhadinhas e nada... solução final algaliar! Parecia doloroso e completamente horrível, mas nem por isso, para além de que foi um alívio e em menos de 30 min já tinha 700ml de urina no saquinho.
As dores mantinham-se, o sangue continuava a babar e de vez enquando lá vinha um toque para avaliar o ponto de situação. Tudo na mesma, colo fechado!
Para bem dos meus pecados resolveram dar-me de comer isto por volta das 23h/0h e esperar que a noite trouxesse a dilatação tão desejada. Nesta altura do campeonanto já contava com contracções de 10 em 10 minutos e cada uma melhor do que a outra, bem como medicação para a tensão controlar de 8 em 8 horas.
Dia 26 de Agosto
Pelas 2h e como que por magia as dores desapareceram e consegui passar pelo sono até às 5h quando as dores voltaram e aumentaram de intensidade.
Perto das 7h entrou uma equipa de médicos e mais um toque pouco conclusivo, apenas 1cm de dilatação. Comecei a desesperar e a pensar que me iam deixar ali durante mais uns bons dias até prefazer a restante dilatação (lol).
Continuava com a tensão muito alta e a medicação já não resolvia.
Enquanto isto o papá lá esteve sempre presente no cadeirão azul a acompanhar o desenvolvimento da história. A mim parecia-me tudo um pouco irreal, precipitado e ainda tive que interiorizar que já não sairia dali sem a nossa princesa nos braços.
Umas horas mais tarde (talvez perto das 10h, já nem sei precisar), outra equipa de médicos, outro toque e tudo na mesma. Vieram então falar comigo e dizer-me que ia administrar um fármaco para a tensão baixar e iam também dar-me uma coisinha (ocitocina) para acelarar o processo.
As contracções continuavam cada vez mais fortes e mais regulares, no entanto depois de mais um tempo à espera lá voltou a equipa de médicos, o toque e tudo na mesma. Abriram a ocitocina no máximo que mesmo assim não surtiu qualquer efeito.
Por volta das 12h vi entrar a mesma equipa de médicos e mais outras tantas pessoas. Tudo muito rápido, apenas me recordo de ouvir a médica a dizer que não ia esperar mais pois a tensão já estava a subir novamente e a bebé também já não estava a gostar muito, pelo que "vamos operar". Nessa altura comecei a ficar super ansiosa, pois mandaram cancelar a cesariana que iam fazer para eu poder dar entrada, entretanto ao meu lado já tinha uma jovem a dizer-me que ia ser responsável por me administrar a anestesia e outras tantas à minha volta a preparar-me.
Lá fomos para o bloco e o pai para a sala de espera!
Muitos nervos à mistura, lá me administraram a epidural, a equipa de médicos entrou e deram inicío à cesariana. É impressionante como sentimos tudo, só não sentimos a dor!
Ao meu lado esteve sempre a anestesista que me ia informando do que se estava a passar até que se ouviu a choro da Alice e nessa altura foi inevitável para mim não chorar também! Vi-a passar muito rapidamente e quando finalmente a trouxeram perto de mim, pude ver como era pequenina e que tinha o narizinho do pai.
Depois disso parecia que nunca mais acabavam , estava impaciente e a determinada altura comecei a ficar muito mal disposta. Ainda pensei que fosse da ansiedade, mas não e rapidamente resolveram o problema.
Terminada a cesariana fomos para o recobro ansiosas por ver o papá, mas nunca mais o chamavam, até que pedi novamente à enfermeira que o fizesse. Parecia um passe de mágica, rapidamente uma porta se abriu e o papá entrou já com a lágrima no olho.
Os minutos seguintes foram de uma profundidade e emoção que jamais irei esquecer!
Passadas as 2h no recobro subimos para o piso 3 e pudemos receber a visita dos tios Estela e Sérgio (que interromperam propositadamente as suas descansadas férias), dos avós Raquel e Tito e dos primos Martim, Afonso, Leonor e Catarina.
Durante 5 intermináveis dias mantivemo-nos internadas pois a tensão arterial não descia nem com medicação. Confesso que quando tomei a real consciência que não iria sair dali enquanto a tensão não estivesse mais controloda, passei a ficar muito mais ansiosa, desesperada e isso não ajudou nada, antes pelo contrário pois a tensão passou a rondar valores como 16/10, 17/10, ...
Dia 31 de Agosto
Foi o dia em que recebemos alta, apesar da tensão ainda não estar no ponto (14/9) eu sentia-me bem e melhor fiquei quando me deram ordem de soltura (apesar de medicada e vigiada). Foi a loucura, estava tão feliz pois finalmente podiamos ir para casa ter com o papá.
A saída do hospital foi um tanto atribulada, só havia um elevador a funcionar o que para além de demorar imenso ainda encheu de tal forma que quase fiquei esmagada no cantinho. A solução foi sair logo no piso abaixo e descer pelas escadas, o que com uma cicatriz ainda a doer, malas e sacos à mstura não foi de todo fácil.
Quando finalmente chegamos a casa (debaixo de um dia de calor quase insuportável) estava muito agitada e cheia de dores de cabeça. Resolvi fazer a primeira medida de tensão e surpresa... 18/11! Liguei à minha médica que me seguia no particular e contei-lhe a aventura e qual o valor com que estava de tensão, praticamente obrigou-me a voltar para o hospital.
E lá fui mais uma vez para a urgência obstétrica onde mais uma vez continuaram a repetir a medicação usada no internamento e que não estava a surtir qualquer efeito. Enquanto isso os nervos e a ansiedade já estavam mais que ao rubro. Era impossível acalmar-me e sabia muito bem que isso não ajudava em nada a tensão a descer.
Foi então que após o resultado das análises (que estavam praticamente boas e nessa perspectiva os valores da tensão arterial deviam acompanhar esses os valores da análises, mas não estava a acontecer) fui encaminhada para a urgência geral para ser vista pela Dr.ª Alice, médica cardiologista (melhor do que ninguém sabem controlar a tensão).
Fiquei com uma réstia de esperança, mas com o coração completamente desfeito pois a bebé não poderia acompanhar-me para a urgência geral onde ha imensas probabilidades de se contrair uma qualquer patologia, principalmente para uma bebé com 5 dias. A minha irmã ficou com ela e no hospital arranjaram leite para ela poder beber. Enquanto estive sob observação ainda tentei a extracção de leite, mas sem grande sucesso!
Na tua primeira mamada bebeste a quantidade máxima de leite que poderias e ainda assim ficaste com fome, mais uma preocupação e a solução foi levarem-te até ao hospital e eu descer até ao carro para dar de mamar, isto eram 2h da manhã. Mantivemoms esta rotina pelo menos mais umas 3 ou 4 vezes. Tadinha, tão pequenina a andar de um lado para o outro.
Enquanto isso a tensão não descia e cada vez pior, pois a ansiedade era tanta que já nem controlova, limitava-me a chorar pelo desespero que sentia. O pai foi incansável, entre ir buscar-te para comeres e estar sempre a apoiar-me.
Finalmente uma luz ao fundo do túnel pois resolvem dar-me o medicamento que a minha GO havia falado e passadas umas horas a tensão começou a descer.
Às 19h do dia 1 de Setembro tive alta e fui buscar a minha princesa para irmos para casa. Continuei a medicação em casa e no dia seguinte tinha a tensão tão baixa que me era dificil manter acordada. Sozinha consegui controlar a toma da medicação até ao utro dia onde tinha consulta de vigilância.
Actualmente ainda estou vigiada e medicada, mas a tensão está controlada. Foram dias muito intensos e difíceis, mas agora estamos a viver juntos e felizes.
Fomos à primeira consulta no Hospital São Francisco Xavier às 8:30h. Esperamos, esperamos e, ao contrario do que é habitual, fomos atendidas primeiro pelo médico.
Quando passamos à enfermeira a coisa mudou em segundos assim que mediram a minha tensão arterial, na altura com 15/9. Colocou-se a pergunta mais lógica, "É hipertensa?" "Teve a tensão alta durante a gravidez?". Lá respondi que não, que estes valores tinha-os detectado nos 2 últimos dias, apesar de já andar a vigiar a tensão há 2 semanas a pedido da GO que me acompanhava.
Enquanto fazia um xixi para a análise a enfermeira falou com o médico e voltou a dizer que me ia mandar directa para a urgência pois parecia-lhe uma pré-eclampsia (ver post seguinte "Pré-eclampsia") e até poderia ser necessário provocar o parto. Tantas vezes ela referiu "provocar parto" que comecei a interiorizar a coisa e ficar mais alarmada.
Lá fomos para a urgência onde rapidamente me atenderam, fizeram análises, ctg e toque. Já havia registo de algumas contracções (apesar de não ter dores) apesar de estar tudo muito atrasado. Assim que me fizeram o toque começaram as verdadeiras dores das contracções, contudo voltei para casa medicada na espectativa da tensão baixar.
Almoçei, dormi um pouco durante a tarde pois as contracções abradaram um pouco e por volta das 17h fui à farmácia comprar o medicamento e passei no supermercado para comprar leite. Assim que cheguei a casa tomei o primeiro comprimido e só tive tempo de correr para a casa de banho pois comecei a sentir um liquido pelas pernas abaixo. Surpresa das surpresas era sangue vivo ao contrário da minha suspeita mais lógica que seria a bolsa a estoirar.
Liguei ao papá que estava com os primos e pedi para ele vir imediatamente para casa pois estava a sangrar e tinha que voltar o mais rápido que pudesse para o hospital.
Entrei por volta das 18:15h e ninguém sabia o motivo daquele sangue. Examinaram e não havia sinais de descolamento da placenta, fizeram uma eco e nada de perdas de líquido. Fiquei internada e não mais me deixaram levantar.
Levaram-me para a sala de partos onde permaneci durante umas boas horas à espera que entrasse em trabalho de parto, pois as contracções estavam cada vez mais evidentes.
Por volta das 20h já tinha umas dores consideráveis que foram aumentando com o passar das horas. Nada de comer, nem de levantar. Sempre deitadinha e ligada ao ctg.
As horas pareciam não querer passar até que veio uma vontade gigantesca de fazer xixi. Bem tentei fazer para aquela maldita arrastadeira, mas deitada era praticamente impossível. Tentei a torneirinha aberta, compressas molhadinhas e nada... solução final algaliar! Parecia doloroso e completamente horrível, mas nem por isso, para além de que foi um alívio e em menos de 30 min já tinha 700ml de urina no saquinho.
As dores mantinham-se, o sangue continuava a babar e de vez enquando lá vinha um toque para avaliar o ponto de situação. Tudo na mesma, colo fechado!
Para bem dos meus pecados resolveram dar-me de comer isto por volta das 23h/0h e esperar que a noite trouxesse a dilatação tão desejada. Nesta altura do campeonanto já contava com contracções de 10 em 10 minutos e cada uma melhor do que a outra, bem como medicação para a tensão controlar de 8 em 8 horas.
Dia 26 de Agosto
Pelas 2h e como que por magia as dores desapareceram e consegui passar pelo sono até às 5h quando as dores voltaram e aumentaram de intensidade.
Perto das 7h entrou uma equipa de médicos e mais um toque pouco conclusivo, apenas 1cm de dilatação. Comecei a desesperar e a pensar que me iam deixar ali durante mais uns bons dias até prefazer a restante dilatação (lol).
Continuava com a tensão muito alta e a medicação já não resolvia.
Enquanto isto o papá lá esteve sempre presente no cadeirão azul a acompanhar o desenvolvimento da história. A mim parecia-me tudo um pouco irreal, precipitado e ainda tive que interiorizar que já não sairia dali sem a nossa princesa nos braços.
Umas horas mais tarde (talvez perto das 10h, já nem sei precisar), outra equipa de médicos, outro toque e tudo na mesma. Vieram então falar comigo e dizer-me que ia administrar um fármaco para a tensão baixar e iam também dar-me uma coisinha (ocitocina) para acelarar o processo.
As contracções continuavam cada vez mais fortes e mais regulares, no entanto depois de mais um tempo à espera lá voltou a equipa de médicos, o toque e tudo na mesma. Abriram a ocitocina no máximo que mesmo assim não surtiu qualquer efeito.
Por volta das 12h vi entrar a mesma equipa de médicos e mais outras tantas pessoas. Tudo muito rápido, apenas me recordo de ouvir a médica a dizer que não ia esperar mais pois a tensão já estava a subir novamente e a bebé também já não estava a gostar muito, pelo que "vamos operar". Nessa altura comecei a ficar super ansiosa, pois mandaram cancelar a cesariana que iam fazer para eu poder dar entrada, entretanto ao meu lado já tinha uma jovem a dizer-me que ia ser responsável por me administrar a anestesia e outras tantas à minha volta a preparar-me.
Lá fomos para o bloco e o pai para a sala de espera!
Muitos nervos à mistura, lá me administraram a epidural, a equipa de médicos entrou e deram inicío à cesariana. É impressionante como sentimos tudo, só não sentimos a dor!
Ao meu lado esteve sempre a anestesista que me ia informando do que se estava a passar até que se ouviu a choro da Alice e nessa altura foi inevitável para mim não chorar também! Vi-a passar muito rapidamente e quando finalmente a trouxeram perto de mim, pude ver como era pequenina e que tinha o narizinho do pai.
Depois disso parecia que nunca mais acabavam , estava impaciente e a determinada altura comecei a ficar muito mal disposta. Ainda pensei que fosse da ansiedade, mas não e rapidamente resolveram o problema.
Terminada a cesariana fomos para o recobro ansiosas por ver o papá, mas nunca mais o chamavam, até que pedi novamente à enfermeira que o fizesse. Parecia um passe de mágica, rapidamente uma porta se abriu e o papá entrou já com a lágrima no olho.
Os minutos seguintes foram de uma profundidade e emoção que jamais irei esquecer!
Passadas as 2h no recobro subimos para o piso 3 e pudemos receber a visita dos tios Estela e Sérgio (que interromperam propositadamente as suas descansadas férias), dos avós Raquel e Tito e dos primos Martim, Afonso, Leonor e Catarina.Durante 5 intermináveis dias mantivemo-nos internadas pois a tensão arterial não descia nem com medicação. Confesso que quando tomei a real consciência que não iria sair dali enquanto a tensão não estivesse mais controloda, passei a ficar muito mais ansiosa, desesperada e isso não ajudou nada, antes pelo contrário pois a tensão passou a rondar valores como 16/10, 17/10, ...
Dia 31 de Agosto
Foi o dia em que recebemos alta, apesar da tensão ainda não estar no ponto (14/9) eu sentia-me bem e melhor fiquei quando me deram ordem de soltura (apesar de medicada e vigiada). Foi a loucura, estava tão feliz pois finalmente podiamos ir para casa ter com o papá.
A saída do hospital foi um tanto atribulada, só havia um elevador a funcionar o que para além de demorar imenso ainda encheu de tal forma que quase fiquei esmagada no cantinho. A solução foi sair logo no piso abaixo e descer pelas escadas, o que com uma cicatriz ainda a doer, malas e sacos à mstura não foi de todo fácil.
Quando finalmente chegamos a casa (debaixo de um dia de calor quase insuportável) estava muito agitada e cheia de dores de cabeça. Resolvi fazer a primeira medida de tensão e surpresa... 18/11! Liguei à minha médica que me seguia no particular e contei-lhe a aventura e qual o valor com que estava de tensão, praticamente obrigou-me a voltar para o hospital.
E lá fui mais uma vez para a urgência obstétrica onde mais uma vez continuaram a repetir a medicação usada no internamento e que não estava a surtir qualquer efeito. Enquanto isso os nervos e a ansiedade já estavam mais que ao rubro. Era impossível acalmar-me e sabia muito bem que isso não ajudava em nada a tensão a descer.
Foi então que após o resultado das análises (que estavam praticamente boas e nessa perspectiva os valores da tensão arterial deviam acompanhar esses os valores da análises, mas não estava a acontecer) fui encaminhada para a urgência geral para ser vista pela Dr.ª Alice, médica cardiologista (melhor do que ninguém sabem controlar a tensão).
Fiquei com uma réstia de esperança, mas com o coração completamente desfeito pois a bebé não poderia acompanhar-me para a urgência geral onde ha imensas probabilidades de se contrair uma qualquer patologia, principalmente para uma bebé com 5 dias. A minha irmã ficou com ela e no hospital arranjaram leite para ela poder beber. Enquanto estive sob observação ainda tentei a extracção de leite, mas sem grande sucesso!
Na tua primeira mamada bebeste a quantidade máxima de leite que poderias e ainda assim ficaste com fome, mais uma preocupação e a solução foi levarem-te até ao hospital e eu descer até ao carro para dar de mamar, isto eram 2h da manhã. Mantivemoms esta rotina pelo menos mais umas 3 ou 4 vezes. Tadinha, tão pequenina a andar de um lado para o outro.
Enquanto isso a tensão não descia e cada vez pior, pois a ansiedade era tanta que já nem controlova, limitava-me a chorar pelo desespero que sentia. O pai foi incansável, entre ir buscar-te para comeres e estar sempre a apoiar-me.
Finalmente uma luz ao fundo do túnel pois resolvem dar-me o medicamento que a minha GO havia falado e passadas umas horas a tensão começou a descer.
Às 19h do dia 1 de Setembro tive alta e fui buscar a minha princesa para irmos para casa. Continuei a medicação em casa e no dia seguinte tinha a tensão tão baixa que me era dificil manter acordada. Sozinha consegui controlar a toma da medicação até ao utro dia onde tinha consulta de vigilância.
Actualmente ainda estou vigiada e medicada, mas a tensão está controlada. Foram dias muito intensos e difíceis, mas agora estamos a viver juntos e felizes.

Fiquei sem palavras! Apesar de tudo o que possam imaginar vocês estão no meu coração! A Alice é linda, uma princesinha! Muitos parabéns.
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